Banco do Brasil
História
Sua missão, segundo sua filosofia corporativa, é "ser a solução em serviços e intermediação financeira, atender à s expectativas de clientes e acionistas, fortalecer o compromisso entre os funcionários e a empresa e contribuir para o desenvolvimento do paÃs". [3]
Segundo dados do próprio banco, a empresa possui 15.133 pontos de atendimento distribuÃdos pelo paÃs, entre agências e postos, sendo que 95% de suas agências possuem salas de auto-atendimento (são mais de 40 mil terminais), que funcionam além do expediente bancário. Possui ainda opções de acesso via internet, telefone e telefone celular. Está presente em mais de 21 paÃses além do Brasil.
O Banco do Brasil possui 5.000 agências, estando presente na maioria dos municÃpios do paÃs, com uma estrutura de mais 100 mil funcionários,[4] além de dez mil estagiários, cinco mil contratados temporários e 4,8 mil adolescentes trabalhadores.
Foi criado o primeiro Banco do Brasil em 12 de outubro de 1808 pelo Rei D. João VI, por sugestão do Conde de Linhares, Rodrigo de Sousa Coutinho, num conjunto de ações que visavam a criação de indústrias manufatureiras no Brasil, incluindo isenções de impostos para importação de matérias-primas e de exportação de produtos industrializados.[5]
Instalou-se inicialmente na Rua Direita, esquina com Rua de São Pedro, no Rio de Janeiro, com 1 mil e 200 contos de réis de capital. Funcionando como uma espécie de banco central misto, foi o quarto banco emissor do mundo, depois do Banco da Suécia (1668), Banco da Inglaterra (1694) e Banco da França (1800).
Com o saque de vultosa quantia e o retorno de D. João VI para Portugal, esse primeiro Banco do Brasil veio a falir em 1829.
Anos mais tarde, Irineu Evangelista de Sousa, que viria a ser Barão e Visconde de Mauá, criou em 1851 uma nova instituição denominada Banco do Brasil. Como antes, também nascida de um lançamento público, dessa vez com um capital de 10.000 contos de réis. Esse valor era considerado elevado para a época e o mais vultoso entre os das sociedades existentes na América Latina. Nesse segundo Banco do Brasil há uma forte carga simbólica de suas ligações permanentes com o mercado de capitais. As reuniões preparatórias e a assembleia de constituição se realizaram no salão da Bolsa do Rio de Janeiro.
Já em 1853, o Banco do Brasil de Mauá se fundiria com o Banco Comercial do Rio de Janeiro, por uma determinação legislativa liderada pelo Visconde de ItaboraÃ, considerado o fundador do Banco de hoje.
As primeiras linhas de Crédito Rural do Banco do Brasil datam da década de 1890 do século XIX.
Até a criação do Banco Central do Brasil, o Banco do Brasil era emissor de moeda.
Alvará
O alvará que criou o Banco do Brasil e sancionou seus estatutos, por influência do Conde de Linhares, dizia:
"Eu o PrÃncipe, atendendo a não permitirem as atuais circunstâncias do Estado que o meu Real Erário possa realizar os fundos, de que depende a manutenção da monarquia e o bem comum dos meus vassalos, etc; a que os bilhetes dos direitos das alfândegas tendo certos prazos nos seus pagamentos, ainda que sejam de um crédito estabelecido, não são próprios para o pagamento de soldos, ordenados, juros e pensões que constituem os alimentos do corpo polÃtico do Estado, os quais devem ser pagos nos seus vencimentos em moeda corrente; a que os obstáculos que a falta de giro dos signos representativos dos valores põem ao comércio, etc. animando e promovendo as transações mercantis dos negociantes desta e das mais praças dos meus domÃnios e senhorios com as estrangeiras; sou servido ordenar que nesta capital se estabeleça um Banco Público que na forma dos estatutos que baixo, assinados por D. Fernando José de Portugal, do meu Conselho de Estado, ministro assistente ao despacho do gabinete, presidente do Real Erário e secretário de Estado dos negócios do Brasil, etc. Determino que os saques dos fundos do meu Real Erário e as vendas dos gêneros privativos dos contratos e administração da minha Real Fazenda, como são os diamantes, pau-brasil, o marfim e a urzela, se façam pela intervenção do referido Banco Nacional, vencendo sobre o seu lÃquido produto a comissão de 2% além do prêmio do rebate dos escritos da Alfândega que fui mandado praticar pelo Erário Real. Ordeno que se haja por extinto o cofre de depósito que havia nesta cidade a cargo da Câmara dela; e determino que no referido Banco se faça todo e qualquer depósito judicial ou extrajudicial de prata, ouro, joias e dinheiro".
Capital
A aparência era de estabelecimento mercantil, mas estava destinado a servir imediatamente ao Governo não como agente em algumas de suas transações financiais de importância mas principalmente prestando-lhe auxÃlio de crédito em circunstâncias extraordinárias, em razão de gozarem as suas notas de foro de moeda legal. O capital inicial era modesto, 1.200 contos de réis divididos em 1.200 ações de um conto de réis, por prazo de 20 anos. Havia necessidade de conseguir os fundos para a manutenção da Monarquia, facilitar o pagamento de soldos, ordenados, juros e pensões, engrandecendo o crédito público, e sobretudo promover as transações mercantis, erigindo outra fonte de riqueza. Principiou assim como banco de depósitos, descontos e emissão, misto, sociedade particular, com autorização para aumentar o capital. A responsabilidade do acionista era limitada ao montante da ação.
Sua administração foi exercida por uma Assembleia de 40 capitalistas portugueses, seus acionistas, uma Junta de 10 membros renováveis a metade cada ano, e uma Diretoria de quatro Membros, renováveis no mesmo perÃodo. Só possuÃa voto deliberativo cada portador de cinco ou mais ações. Como banco comercial, se encarregou do desconto de letras de câmbio, comissões por cobranças, adiantamentos e hipotecas, depósitos de valores, vencendo juros e venda de produtos monopolizados pela Coroa. Suas operações monetárias consistiam em emissão de notas bancarias e letras a vista ou prazo fixo, operações cambiais de saque e remessa e operações de compra e venda de ouro e prata. O sistema monetário assim criado consistia em moeda de papel conversÃvel à vista em moeda metálica de ouro e prata, tendo como nota mÃnima o valor de 30$000, para se evitar que as notas circulassem em pequenas transações, limitando-se a pagamentos elevados no comércio atacadista sem quase circular no varejista. Houve porém resistência na praça do Rio à subscrição de ações.
Posição atual
Atualmente ocupa posição de destaque no sistema financeiro nacional, sendo o primeiro em ativos financeiros (R$ 342 bilhões), volume de depósitos totais (172 bilhões de reais), carteira de crédito (150 bilhões de reais), base de clientes pessoas fÃsicas (23,7 milhões), câmbio exportação (28,1% do mercado), administração de recursos de terceiros (193 bilhões de reais, o maior da América Latina) e faturamento de cartão de crédito (19,8% do mercado).
O Banco do Brasil registrou no segundo trimestre de 2009 um lucro lÃquido de R$ 2,348 bilhões, o que representa um crescimento de 42,8% em relação ao mesmo perÃodo de 2008 (3,992 bilhões). No segundo trimestre de 2009 alcançou a sétima posição dentre os bancos mais lucrativos das Américas.[6]
Importante frisar que o Banco do Brasil possui importante presença no agronegócio do paÃs, financiando igualmente boa parte das exportações e contribuindo para o desenvolvimento de micro e pequenas empresas por meio de linhas de crédito de capital de giro e investimento.
Liderança
O Banco do Brasil mantém a liderança, no primeiro trimestre de 2008,[7] nos seguintes itens:
- Administração de recursos de terceiros: R$ 241,3 bilhões, 19,3% do mercado;
- Ativos totais: R$ 404,9 bilhões;
- Base de clientes: 26,4 milhões de correntistas;
- Câmbio exportação e importação: 26% e 25% do mercado, respectivamente;
- Capitalização: 22,6% do mercado (arrecadação);
- Crédito;
- Carteira total: R$ 172,8 bilhões;
- Consignado: R$ 12,8 bilhões, 18,5% do mercado;
- Crédito para o Agronegócio:57,9% do Sistema Nacional de Crédito Rural;
- Crédito para investimento: 2,6 bilhões (desembolso);
- Crédito pessoa jurÃdica: R$ 67,2 bilhões;
- Captação total: R$ 290 bilhões;
- Faturamento com cartões de débito: R$ 6,3 bilhões;
- Internet e Mobile Banking: 8,2 milhões de clientes habilitados;
- Pagamento de servidores públicos: 4,8 milhões de servidores;
- Rede de TAA: 38.692 máquinas;
- Rede própria de atendimento: 15.324 pontos;
- Rede externa: 42 pontos em 23 paÃses;
Composição
O Banco participa de empresas controladas e coligadas, em diversos ramos como:
- Companhia de Seguros Aliança do Brasil
- Brasilsaúde (seguros de saúde)
- BrasilveÃculos (seguros de veÃculos)
- Brasilprev (previdência)
- Brasilcap (capitalização)
- Cobra Tecnologia
- BB Cartões
- BB Turismo
- Banco Votorantim
- BV Financeira
Além disso, negocia a compra do Banco Patagónia, que é argentino. [8]
De forma a aumentar sua presença no mercado de crédito, o BB ampliou sua atuação por meio de novos produtos e serviços, tais como a criação da BB Consórcios e do Banco Popular do Brasil (BPB).
Acionistas
- Tesouro Nacional – 68,7%
- Previ – 11,4%
- Capital estrangeiro – 6,9%
- BNDESpar – 5%
- Pessoas fÃsicas – 4%
- Pessoas jurÃdicas – 3,9%
Agências
O Banco do Brasil possui milhares de agências espalhadas pelo Brasil.
Incorporações e aquisições
Banco do Estado de Santa Catarina - BESC
Incorporado ao Banco do Brasil S.A em 06 de outubro de 2008, o Banco do Estado de Santa Catarina - BESC - foi o primeiro banco a ser incorporado pelo Banco do Brasil S.A.
Nossa Caixa
Em 2009, O Banco do Brasil iniciou o processo de negociação com o Governo do Estado de São Paulo a incorporação do banco à sua rede de agências, como o que ocorreu com o Banco do Estado de Santa Catarina. Se realizada, a incorporação pode levar o Banco do Brasil a liderar o mercado no Estado de São Paulo, atualmente ocupa a quarta colocação. Para que o negócio seja concretizado, é necessária a autorização do Governo do Estado e da Assembleia Legislativa do Estado.[9]
Banco do Estado do PiauÃ
Em 1 de dezembro de 2008, o Banco do Estado do Piauà (BEP) foi incorporado pelo Banco do Brasil, assumindo suas agências, sua seguradora e sua financeira, ficando também responsável pelas contas e pelo pagamento dos servidores do Governo do Estado do PiauÃ. [10]
Banco Votorantim
No dia 9 de janeiro de 2009, o Banco do Brasil anunciou, por 4,95 bilhões de reais, a compra de 49,9% das ações ON do Banco Votorantim,[11] mantendo Antônio ErmÃrio de Moraes no controle acionário do banco.
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Por Wikipédia
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